8 set aa

Porque o Canadá é um dos melhores países para se viver? Talvez essa matéria ajude a responder esta pergunta.

Yôga, o mundo todo está fazendo!

Porque o Canadá é um dos melhores países para se viver? Talvez essa matéria ajude a responder esta pergunta.

PRIMEIRO MINISTRO DO CANADÁ PRATICA YOGA E DIZ QUE É UM MOVIMENTO SOCIAL PARA O BEM DO SER HUMANO

Enquanto o clima caótico da polarização política no Brasil cresce, no Canadá, a primeiro-ministro pratica yoga. Justin Trudeau, líder do Partido Liberal, é marido da Sophie Gregoire-Trudeáú, poliglota, instrutora de yoga e ativista dos direitos das mulheres.

Sua esposa o influenciou a seguir pelo caminho da yoga e meditação.
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Sophie Gregoire-Trudeáú além de completar a sua formação de 200 horas em 2012, é praticante há vários anos e considera que yoga também é um movimento social.

Ela que diz que yoga lhe traz uma imensa sensação de paz e união:

“Eu também me inspiro muito com a minha prática de yoga. Eu acho que me leva a essa pequena pessoa dentro de mim que é o mesmo que em todos os outros. Como filosofia, yoga menciona que essa pessoa está em um estado contínuo de gratidão e paz… Uma pessoa que é tanto masculino quanto feminino – o equilíbrio perfeito entre os dois “

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Trudeau fecha os olhos e respira profundamente pra se posicionar no momento presente antes de cada discurso
Gregoire Trudeau disse que yoga mudou a sua vida.

“A meditação e prática física do Yoga são maneiras de se conectar profundamente com você mesmo e estar no presente. Yoga mudou a minha vida. É preciso disciplina, abertura e vulnerabilidade pra ser capaz de crescer como ser humano, para enfrentar suas falhas e abraçar sua beleza interior.

Eu conheci algumas pessoas incríveis através de aulas de yoga e oficinas. Como yoga me fez sentir tão bem, eu decidi fazer minha formação de professores (200 horas) para que eu pudesse compartilhar com os outros.

Milhões de pessoas praticam no mundo e os números ainda estão em ascensão. Há uma razão para isso. Yoga não é apenas uma prática e uma passagem ao longo de grandes ensinamentos sagrados, mas também um movimento social para o bem mais humano, compaixão e paz. O mundo precisa demais disso.

Encorajo vivamente as pessoas a experimentá-la. Não importa se você não está fisicamente apto, porque você não tem que ser “apto”. Tudo o que importa é que você tente e encontre o tempo para se conectar com você mesmo. Yoga deveria ser ensinado nas escolas como qualquer outra disciplina. Nossos filhos poderiam se beneficiar de um tempo de silêncio e mais introspecção; poderiam se divertir com a exploração do que o seu corpo e mente podem fazer “.

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7 set

Ciência explica porque reclamar altera negativamente o cérebro!

Ouvir alguém reclamar, mesmo que seja você mesmo, nunca fez bem. Algumas pessoas dizem que reclamar pode agir como uma catarse, uma maneira de descarregar emoções e experiências negativas. Mas olhar com mais atenção ao que o ato de reclamar realmente faz para o cérebro nos dá motivos reais para lutar por um estado de espírito mais positivo e eliminar o mimimi de nossas vidas.
O cérebro é um órgão complexo que, de alguma forma, funciona em conjunto com a consciência para criar a personalidade de um ser humano, sempre aprendendo, sempre recriando e se regenerando. É ao mesmo tempo o produto da realidade e o criador da realidade, e a ciência está finalmente começando a entender como o cérebro cria a realidade.
Autor, cientista da computação e filósofo, Steven Parton, examinou como as emoções negativas na forma de reclamações, tanto expressas por você mesmo ou vindas de outros, afetam o cérebro e o corpo, nos ajudando a entender por que algumas pessoas parecem não conseguir sair de um estado negativo.
Sua teoria sugere que a negatividade e a reclamação realmente alteram fisicamente a estrutura e função da mente e do corpo.
“Sinapses que disparam juntas, se mantém juntas”, diz Donald Hebb, que é uma maneira concisa de compreender a essência da neuroplasticidade, a ciência de como o cérebro constrói suas conexões com base em tudo a que é repetidamente exposto. Negatividade e reclamações irão reproduzir mais do mesmo, como essa teoria destaca.
Donald Hebb explica ainda:
“O princípio é simples: em todo o seu cérebro há uma coleção de sinapses (responsáveis por transmitir as informações de uma célula para outra) separadas por espaços vazios chamados de fenda sináptica. Sempre que você tem um pensamento, uma sinapse dispara uma reação química através da fenda para outra sinapse, construindo assim uma ponte por onde um sinal elétrico pode atravessar, carregando a informação relevante do seu pensamento durante a descarga.
… toda vez que essa descarga elétrica é acionada, as sinapses se aproximam mais, a fim de diminuir a distância que a descarga elétrica precisa percorrer… o cérebro irá refazer seus próprios circuitos, alterando-se fisicamente para facilitar que as sinapses adequadas compartilhem a reação química e, tornando mais fácil para o pensamento se propagar.“
Além disso, a compreensão desse processo inclui a ideia de que as ligações elétricas mais utilizadas pelo cérebro se tornarão mais curtas, portanto, escolhidas mais frequentemente pelo cérebro. Isso explica como a personalidade é alterada.
No entanto, como seres conscientes, temos o poder de modificar esse processo, simplesmente ao nos tornarmos conscientes de como o jogo universal da dualidade atua no momento em que surgem os pensamentos. Nós temos o poder de escolher criar pensamentos conscientes de amor e harmonia, garantindo, assim, que o cérebro e a personalidade sejam positivamente alterados.
A empatia e o efeito em grupo
Vamos além do efeito que a reclamação tem sobre o próprio indivíduo. Essa linha de raciocínio científico se estende até a dinâmica entre duas pessoas, explicando cientificamente como a reclamação joga outras pessoas para baixo.
Assim, quando alguém derrama um caminhão de fofocas, de negatividade e drama em cima de você, você pode ter certeza que está sendo afetado bioquimicamente, diminuindo as suas chances ser feliz. A exposição a esse tipo de explosão emocional realmente provoca stress. E já sabemos que o estresse mata. Portanto, reclamação e negatividade podem contribuir seriamente para a sua morte precoce.
Parton refere-se a essa perspectiva como “a ciência da felicidade”, e este comportamento de reclamação contínua oferece um estudo propício para a ligação entre o poder do pensamento e a capacidade de controle que uma pessoa pode ter sobre a criação de sua realidade tridimensional.
“… Se você está sempre reclamando e menospreza o seu próprio poder sobre a realidade, você não pensa que tem o poder de mudar. E assim, você nunca vai mudar. “

6 set

MEDITAÇÃO: Novas Perspectivas Terapêuticas Para Controle Da Dor Crônica

MEDITAÇÃO: Novas Perspectivas Terapêuticas Para Controle Da Dor Crônica

Fernanda C S Redondo, Angela C Valle

Laboratório de Neurociências – LIM 01, Departamento de Patologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo

Edição Vol. 3, N. 2, 03 de Novembro de 2015

DOI: http://dx.doi.org/10.15729/nanocellnews.2015.11.03.002

A grande maioria das pessoas já experimentou ou, certamente, experimentará dor em algum momento de suas vidas. Trata-se de uma experiência sensorial incômoda associada, geralmente, a um componente emocional procedente de traumas ou de qualquer tipo de agressão que possa representar potencial ameaça à integridade do organismo.

A dor pode ser aguda ou crônica. A primeira é temporária e consiste no componente essencial da resposta de defesa do organismo produzindo elevado grau de alerta cuja função é indicar lesões teciduais, inflamações e doenças. A dor crônica, por sua vez, estende-se por longos períodos, é comumente invariável e refratária à maioria dos tratamentos convencionais. Está correlacionada com acentuada queda na qualidade de vida das pessoas, comprometendo o bem-estar físico, emocional e social, além de, desencadear comorbidades como ansiedade, depressão e insônia (1).

A fisiopatologia da dor é complexa e envolve uma intrincada rede neural. Inicia-se com a excitação e a transdução do estímulo doloroso em elétrico nas terminações livres (receptores nociceptivos), o qual ascende pelos tratos de fibras nervosas e projeta-se rostralmente, até seu processamento final nas áreas corticais onde ocorre a integração com os componentes afetivos, gerando mal-estar, desprazer e angústia (1).

O tratamento de escolha para controle da dor é medicamentoso, entretanto, seu uso prolongado nas condições crônicas podem resultar em crescente resistência aos fármacos. Nestes casos, as terapias adjuntivas têm-se mostrado procedimentos essenciais na minimização ou, até mesmo, na suplantação da dor, como descrito em vários protocolos clínicos de fibromialgia, dores na coluna, neuropatias e outros (2).

Estudos epidemiológicos realizados até o presente momento demonstram a importância da associação entre as terapias convencionais e adjuntivas. Por exemplo, um levantamento estatístico recente nos Estados Unidos mostrou que cerca de 1/3 (100 milhões) dos norte-americanos já apresentou algum quadro de dor crônica ao longo de suas vidas (3) e que dentre estes pacientes, 38,3% elegeram a meditação como segunda opção terapêutica (4).

O crescente número de evidências obtidas a partir de ensaios clínicos bem controlados vem comprovando os efeitos benéficos da meditação sobre a saúde física e emocional (5). Em estudo recente com ressonância magnética (RM), os autores demonstraram correlação entre aumento de atividade neural nas áreas envolvidas na regulação da percepção da dor (córtex cingulado anterior, ínsula anterior, córtex orbito-frontal e tálamo) com expressiva redução do desconforto (57%) e intensidade da dor (40%) em indivíduos que recebiam estímulos dolorosos enquanto realizavam meditação (6) (Figuras 1A e 1B). Em outro protocolo com neuroimagem, o grupo de meditadores experientes apresentou diferença significativa no espessamento cortical das regiões do cíngulo dorsal anterior e somatossensorial bilateral quando comparado a um grupo de pessoas que nunca experienciou a técnica (7) (Figuras 1A e 1C).

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Figura 1A: representação esquemática das áreas neurais que apresentaram alterações estruturais e funcionais durante a meditação; Fig. 1B: Imagem por RM mostrando o aumento na atividade neural de áreas envolvidas na percepção da dor e Fig. 1C: espessamento cortical nas áreas da ínsula anterior e da somatossensorial bilateral (Corte cerebral lateral modificado de: Nucleus Medical Art, Inc.).

Além dos efeitos sobre o sistema nervoso central (SNC), a meditação influencia a atividade do sistema neurovegetativo. De acordo com estudos de Scheneider e cols., a meditação leva a redução na excitação do sistema nervoso simpático e na hiperatividade do sistema hipotalâmico-pituitário-adrenal (8). Em adição, seus efeitos sobre o sistema nervoso parassimpático resultam em melhoras nas respostas inflamatórias, bem como, nas funções neuroendócrinas e metabólicas. Como consequência, ocorre melhora no sono, no humor e na energia física, além de reduzir o risco de depressão e de declínio cognitivo (9). Outro importante estudo revela que a meditação produz consideráveis alterações na neuroquímica de estruturas neurais (5). Os autores observaram significativo aumento de melatonina, serotonina e GABA, assim como, diminuição de cortisol e norepinefrina durante o treinamento da técnica. Concluem também, que a sensação subjetiva de relaxamento, analgesia e profunda quietude, típicas da meditação, resultam do aumento na atividade do sistema nervoso parasimpático (5) (Figura 2).

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Figura 2: representação esquemática dos efeitos benéficos da meditação. SN simpático e parassimpático modificado de http://www.infoescola.com/.

PARA MEDITAR

Meditação pode ser concebida como uma técnica na qual a atenção é convergida para um único foco, com abstração completa de todos os estímulos sensoriais e estabilização corporal em que prevalece a sensação de enlevação (4). Então:

Estabeleça o tempo disponível e o melhor horário para a meditação: vários estudos têm demonstrado que o treinamento diário de meditação por 20 minutos durante oito semanas pode alterar estruturalmente o cérebro (10). Porém, os iniciantes podem começar com períodos de três a cinco minutos diários e aumentarem gradativamente até obterem êxito por 20 minutos.
A postura adequada é um importante passo para o treinamento, já que a estabilidade física favorece diretamente a sensação de segurança e bem-estar necessários para uma boa concentração, portanto, acomode-se em uma posição firme e confortável.
Exercite a atenção: concentre-se na sua respiração observando a entrada e saída de ar pelas vias aéreas. Esforce-se para que os pensamentos, ansiedades e preocupações sejam temporariamente afastados do campo mental.
O exercício da meditação deve ser feito com constância e disciplina para obter bons resultados. É natural encontrar dificuldades de concentração no início do treinamento, porém, com dedicação e persistência, o hábito de treinar meditação se torna cada vez mais fácil e prazeroso. A meditação é universal, portanto, qualquer pessoa que se dedique ao treinamento poderá conquistá-la.
REFERÊNCIAS

Aires MM. Fisiologia. Editora Guanabara Koogan. 1ª Edição. 1991.
Valle AC, Roizenblatt S, Botte S, Zaghi S, Riberto M, Tufki S,Fregni F. Efficacy of anodal transcranial direct current stimulation (tDCS) for the treatment of fibromyalgia: results of a randomized, sham-controlled longitudinal clinical trial. J Pain Manag. 2009; 2(3): 353–361.
Institute of Medicine Report from the Committee on Advancing Pain Research, Care, and Education: Relieving Pain in America. The National Academies Press. 2011. http://books.nap.edu/openbook.php?record_id=13172&page=1.
Barnes PM, Bloom B, Nahin R. Complementary and alternative medicine use among adults and children: United States, 2007. CDC National Health Statistics Report. 2008; 10(12):1-23.
Newberg AB, Iversen J. The neural basis of the complex mental task of meditation: neurotransmitter and neurochemical considerations. Medical Hypotheses. 2003; 61(2): 282-291.
Zeidan F, Martucci KT, Kraft RA, Gordon NS, McHaffie JG, Coghill RC. Brain mechanisms supporting the modulation of pain by mindfulness meditation. J Neurosci. 2011; 31(14): 5540-5548.
Grant JA, Courtemanche J, Duerden EG, Duncan GH, Rainville P. Cortical Thickness and pain sensitivity in Zen meditators. Emotion. 2010; 10(1):43-53.
Schneider RH, Walton KG, Salermo JW, Nidich SI. Cardiovacular disease prevention and health promotion with the transcendental meditation program and Maharishi Consciousness-Based Health Care. National Institute of Health. 2006; 16(3,4): 15-26.
Innes KE, Selfe TK. Meditation as a therapeutic intervention for adults at risk for Alzheimer’s disease – potential benefits and underlying mechanisms. Frontiers in Psychiatry. 2014; (5): 40.
Lazar SW, Kerr CE, Wasserman RH, Gray JR, Greve DN, Treadway MT, et al. Meditation experience is associated with increased cortical thickness. Neuroreport. 2005; 16(17): 1893-1897.

03 set 2

MUTANTES

Somos as únicas criaturas na face da terra capazes de mudar nossa biologia pelo que pensamos e sentimos!
Nossas células estão constantemente bisbilhotando nossos pensamentos e sendo modificados por eles.
Um surto de depressão pode arrasar seu sistema imunológico; apaixonar-se, ao contrário, pode fortificá-lo tremendamente.

A alegria e a realização nos mantém saudáveis e prolongam a vida.

A recordação de uma situação estressante, que não passa de um fio de pensamento, libera o mesmo fluxo de hormônios destrutivos que o estresse.

Quem está deprimido por causa da perda de um emprego projeta tristeza por toda parte no corpo – a produção de neurotransmissores por parte do cérebro reduz-se, o nível de hormônios baixa, o ciclo de sono é interrompido, os receptores neuropeptiídicos na superfície externa das células da pele tornam-se distorcidos, as plaquetas sanguíneas ficam mais viscosas e mais propensas a formar grumos e até suas lágrimas contêm traços químicos diferentes das lagrimas de alegria.

Todo este perfil bioquímico será drasticamente alterado quando a pessoa encontra uma nova posição.
Isto reforça a grande necessidade de usar nossa consciência para criar os corpos que realmente desejamos.
A ansiedade por causa de um exame acaba passando, assim como a depressão por causa de um emprego perdido.
O processo de envelhecimento, contudo, tem que ser combatido a cada dia.

Shakespeare não estava sendo metafórico quando Próspero disse: “Nós somos feitos da mesma matéria dos sonhos.”
Você quer saber como esta seu corpo hoje? Lembre-se do que pensou ontem
Quer saber como estará seu corpo amanhã? Olhe seus pensamentos hoje!

Ou você abre seu coração, ou algum cardiologista o fará por você!

Deepak Chopra